Entre a pressão da memorização e os desafios do século XXI, especialistas defendem metodologias que unam rigor acadêmico, desenvolvimento humano e inovação. No Brasil, algumas escolas já apontam novos caminhos
Escolher o método de ensino ideal para os filhos é uma das decisões mais importantes que uma família pode tomar. Afinal, a escola não deve apenas transmitir conteúdos, mas também preparar crianças e adolescentes para enfrentar um mundo em constante transformação. E esse é um momento decisivo: as reservas de vagas para 2026 já começaram, e muitos pais buscam entender qual proposta pedagógica faz mais sentido para o futuro dos seus filhos.
Durante décadas, a educação básica no Brasil se apoiou em um modelo pedagógico centrado em provas, memorização e notas: escuta-anota-reproduz. Alunos foram treinados a decorar fórmulas e informações, muitas vezes sem compreender sua aplicação prática. O resultado é um sistema que valoriza resultados imediatos, habilidades desnecessárias para o futuro que pouco contribuem para o desenvolvimento de cidadãos críticos e criativos.
Pesquisas mostram os efeitos desse sistema: em 2022, a Secretaria de Educação de São Paulo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, identificou que cerca de 70% dos alunos relataram sintomas de ansiedade e depressão após o retorno às aulas presenciais. No mesmo ano, um estudo da Universidade de Brasília apontou que pressões acadêmicas, vestibulares e bullying estão entre os fatores que mais afetam a saúde mental de estudantes do ensino médio no Distrito Federal.
A falha não está apenas na saúde emocional, mas também na preparação para o século XXI. Em um cenário em que a inteligência artificial organiza e disponibiliza informações em segundos, insistir em decorar dados soltos é desperdiçar o potencial das novas gerações. Estudos internacionais já comprovaram que a memorização mecânica não garante retenção a longo prazo nem estimula pensamento crítico, criatividade e capacidade de resolver problemas (Ahmed, 2017; Verywell Mind, 2023).
O que procurar em um bom método de ensino
Felizmente, alternativas já estão em prática. As metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), a sala invertida e a gamificação, colocam o estudante como protagonista do processo. Uma análise de 225 estudos publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que esses métodos reduzem taxas de reprovação de 32% para 21% e aumentam significativamente a retenção do conteúdo. No Brasil, pesquisas apontam que escolas que adotaram metodologias ativas registraram 35% de aumento no engajamento dos alunos (Silva & Rocha, 2021).
Além disso, um bom método deve ir além da transmissão de conhecimento acadêmico. É fundamental que a escola desenvolva competências socioemocionais, como colaboração, resiliência, empatia e comunicação. Como já defendia David Ausubel, só existe aprendizagem significativa quando o aluno consegue relacionar o que aprende com a própria vida.
Exemplo prático
Em Brasília, a Heavenly International School é uma das instituições que já incorporam essa visão. Sob a liderança dos Diretores de Inteligência Educacional, Michelle Jordão, e Marcello Lasneaux, a escola vem consolidando um modelo que une rigor acadêmico, cumprimento integral do calendário e formação humana.
“O mundo atual exige que os estudantes saibam aplicar o conhecimento em situações reais, pensar criticamente e colaborar em equipe. Nosso compromisso é unir excelência acadêmica e excelência atitudinal”, afirma Michelle.
Lasneaux complementa: “Mais importante do que decorar é experimentar, questionar e relacionar o que se aprende com a vida. Só assim formamos alunos preparados para inovar e capazes de viver plenamente o século XXI.”
Para assegurar a melhor preparação, a escola disponibiliza não apenas os materiais pedagógicos oficiais, mas também recursos complementares, como listas de aprofundamento, provas de anos anteriores, simulados e atividades de acompanhamento. Essa estratégia garante que cada estudante avance com segurança, de acordo com suas metas acadêmicas.
Resultados concretos que confirmam a proposta
O impacto desse modelo já aparece nos resultados. Em parceria com a Evolucional, a H•I•S realizou uma análise dos microdados de desempenho dos alunos entre 2023 e 2024, que revelou avanços expressivos, tanto no desenvolvimento acadêmico quanto na escolha personalizada de cursos e universidades.
No último ENEM, dos 31 alunos participantes, 18 tinham como objetivo universidades federais e 16 foram aprovados em instituições como UnB, UFSC, UFRN e UERJ. Já no PAS/UnB, dos 22 participantes, 14 conquistaram vagas em cursos como Direito, Engenharia Civil, Psicologia e Engenharia de Produção. Entre os 11 que tinham a UnB como primeira opção, 8 foram aprovados, índice que confirma a efetividade do trabalho pedagógico.
De olho no futuro, a escola ampliará a oferta de disciplinas eletivas de aprofundamento, permitindo que os alunos fortaleçam conhecimentos específicos conforme seus interesses e projetos de vida, potencializando ainda mais os resultados acadêmicos.
Um recado aos pais
Na hora de escolher uma escola, não basta perguntar quais livros didáticos são usados ou como são as provas. A questão central deve ser: o método prepara meu filho apenas para repetir conteúdos ou também para pensar, criar e transformar?